sábado, 26 de novembro de 2011

Ô criançada talentosa essa do Povo do Mar





Esse maracatu imaginado foi concebido e abençoado...

domingo, 5 de dezembro de 2010

I Encontro de Música Percussiva da UFC: Programação

I Encontro de Música Percussiva da UFC: Programação: "UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁINSTITUTO DE CULTURA E ARTECURSO DE MÚSICA - LICENCIATURANÚCLEO DE MÚSICA PERCUSSIVA 08, 09 E 10 dezembro, Au..."

Matéria e Forma na Estética Musical

Dica da Semana I Semana de música percussiva da UFC no Campos do Pici
estaremos expondo nossos tambores, zabumbas, caixas, alfaias, sorongos, pandeiros, roncadores e etc...
http://musicapercussivaufc.blogspot.com/

A música, a partir de sua forma, constitui-se de uma sintaxe de notas musicais ordenadas em determinada disposição. É assim que a música se expressa chegando ao nosso sentido auditivo, o qual capta o som (que é o ruído que impressiona nosso ouvido) possibilitando, por conseguinte, um sentimento estético.
Tal sintaxe é a ordem presente na música, isto é, o encadeamento de sons que se unem harmoniosa e melodicamente. Mas é um fator importante mencionar aqui que tal ordem não é necessária, pois, caso contrário, esta arte estaria comprometida a alguns pressupostos deterministas. A música é arte e, por isso, o importante é a capacidade de criação do artista, sendo que, se ela possuísse regras ou leis necessárias, esta capacidade criativa estaria condenada.
Mas como é suscitado em nós esse sentimento estético? Seria a forma (sintaxe) em que as notas estão dispostas numa composição ou o próprio som das notas por si mesmas (semântica) que o revelam? Por exemplo, a nota “sol” revela algo para uma pessoa e a nota “lá” não. Por isso, se essa pessoa ouve uma composição em que a intenção seja “sol” (ou seja, que predomine a nota “sol”), haveria tal sentimento e em outro caso, não. Neste sentido, temos uma “contemplação” material (semântica) e não formal (sintaxe).
Na semântica musical, a expressão das notas se dá, principalmente, no que concerne aos instrumentos musicais. Ao tocar um “fá” no piano, é claro que esse mesmo “fá” tocado num violino será materialmente diferente. No entanto, se ouvimos a “9ª Sinfonia” de Beethoven numa orquestra sinfônica e a mesma sinfonia num conjunto de jazz, mesmo que haja outro arranjo, outros tons, bem como outros instrumentos, será a mesma sinfonia, ou seja, sua forma (sintaxe) mantém-se inalterada. Contudo, no que concerne à matéria, tem-se outras notas e, claro, outros instrumentos e, portanto, outra sonoridade. Mas apesar de todos esses aspectos que diferenciam o modo de execução de uma mesma sinfonia, não a confundimos com outras, sabemos que é a mesma “9ª Sinfonia” de Beethoven.
Desse modo, a possibilidade do sentimento (bem como do prazer) estético se dá através da matéria e da forma da composição artística (nesse caso, uma obra musical). Considerando a música como a arte de combinar sons de maneira agradável ao ouvido, é preciso, para se compor uma obra musical, uma sensibilidade auditiva que estabeleça uma harmonia materialmente satisfatória. Para tanto, é necessário que o artista estabeleça uma relação com a matéria e não apenas com a forma da música, pois uma união apenas formal entre as notas pode não atingir a esperada combinação. Assim sendo, podemos dizer que a forma artística se efetiva “a posteriori”: somente após a experiência sensível da matéria (a agradável combinação dos sons ao ouvido) é que podemos criar a estrutura formal da obra musical. É possível ainda dizer que quando ouvimos a composição (a união da matéria e da forma), sentimos ou percebemos a ordem (sintaxe) a partir da combinação material das notas musicais (semântica) estabelecidas pelo artista.
Observando a história da música, constatamos que as mudanças ocorridas ao longo do tempo referem-se à matéria e à forma, isto é, mudanças nas construções harmônicas e melódicas, bem como nos instrumentos musicais (timbres) e nos efeitos sonoros (como o eco). Na Idade Média freqüentemente encontramos composições com intervalos de terças e sextas (característica formal). No período clássico, o cravo é substituído pelo piano, o que caracteriza uma mudança material nas obras musicais. Atualmente, temos um número muito maior de instrumentos musicais, bem como de recursos de efeitos sonoros, o que implica na diversidade dos muitos estilos musicais. A pluralidade da estrutura formal, com dissonâncias e improvisações, também é contribuinte para o alargamento desse leque de estilos.
Mas o sentimento estético nos é suscitado, primeiramente, pela matéria ou pela forma da obra? É interessante citar Platão que, no livro III da República, diz que os modos harmônicos determinam certos sentimentos, tal como a coragem. Isso quer dizer que os intervalos de certas notas (formador dos modos), ou seja, a forma, causam alguns sentimentos. Benedito Nunes, em Introdução à filosofia da arte, diz: “Platão relaciona determinados modos harmônicos com determinados sentimentos e qualifica os ritmos pela escala moral das atitudes. Há ritmos que imitam a baixeza e o desregramento, existem harmonias patéticas, melancólicas e lânguidas, como há as entusiásticas...

Vanice Ribeiro
Bacharel em Filosofia/Unisantos

http://www.paradigmas.com.br/parad07/paradp7.7.htm

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Luteria

A luteria diz respeito à construção e manutenção de instrumentos musicais, com foco, segundo a história, em instrumentos feitos de madeira, artesanalmente. O termo refere à palavra francesa lute (liuto em italiano), onde os construtores de lute (alaúde) eram chamados de luthiers. Com o desenvolvimento dos instrumentos os luthiers passaram a construir também violões, violinos, violas e, mais recentemente, guitarras e baixos elétricos. Assim o significado acabou adquirindo uma concepção genérica.
O curso de Luteria da UFPR apresenta uma opção profissional inédita na América Latina, como carreira autônoma com diploma superior.
Desde 2009, vem suprir a demanda existente há décadas por construtores de instrumentos musicais, em todos os níveis - desde os instrumentos simples para principiantes até os instrumentos sofisticados para músicos profissionais. O projeto tem em vista, como perspectiva realista, a tendência verificada na América Latina do viçoso crescimento da música entre crianças e jovens, como projeto social sem perder sua dimensão e profundidade artística.
Cumpre aqui observar, em se tratando de instrumentos musicais que requerem apurada técnica, um principiante não deveria se dedicar ao estudo num instrumento de baixa qualidade. Desvios dimensionais, materiais sem características necessárias de robustez e dureza, imperfeições acústicas colaboram para músicos tensos e inseguros. Um instrumento razoável nas mãos de um jovem empenhado e bem orientado é uma condição necessária para o sucesso. Para o estudante em nível avançado ou para o profissional, é importante o acesso a diferentes possibilidades de instrumentos, de modo que desenvolva e explore seu gosto timbrístico, encontrando um instrumento que torne a prática estimulante.


http://www.luteria.ufpr.br/
http://www.rabeca.com.br/site/interna.php?url=historia
http://www.nordesteweb.com/not01_0306/ne_not_20060318b.htm
http://revistaraiz.uol.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=53&Itemid=67

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A arte das musas



A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas) é uma forma de arte que constitui-se basicamente em combinar sons e silêncio seguindo ou não uma pré-organização ao longo do tempo.[1]
É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.
A criação, a performance, o significado e até mesmo a definição de música variam de acordo com a cultura e o contexto social. A música vai desde composições fortemente organizadas (e a sua recriação na performance), música improvisada até formas aleatórias. A musica pode ser dividida em gêneros e subgêneros, contudo as linhas divisórias e as relações entre géneros musicais são muitas vezes sutis, algumas vezes abertas à interpretação individual e ocasionalmente controversas. Dentro das "artes", a música pode ser classificada como uma arte de representação, uma arte sublime, uma arte de espectáculo.
Para indivíduos de muitas culturas, a música está extremamente ligada à sua vida. A música expandiu-se ao longo dos anos, e atualmente se encontra em diversas utilidades não só como arte, mas também como a militar, educacional ou terapêutica (musicoterapia). Além disso, tem presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos, festas e funerais.
Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humana.

http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica

domingo, 31 de outubro de 2010

"Minha alma tem cheiro de mar, minha pele gosto de sal, meu andar embalo das ondas..."

De braços dados com o mar

Graças ao projeto da prefeitura de Florianópolis, pescadores e maricultores estão mudando a maneira de se relacionar com a natureza: no lugar de simplesmente tirar do mar, eles agora produzem com o mar

Por Mariana Lacerda, de Florianópolis, SC

Ademir Alves dos Santos, de 47 anos, tinha 11 quando, com seu pai, ali mesmo na região de Ribeirão da Ilha, baía sul de Florianópolis, começou a pescar. Vive para o mar, onde já viu de tudo, até mesmo a pior parte: o peixe rarear. Quando a Super visitou Ademir, ele repetia sem parar: "É um sonho". Dizia isso ao levantar do mar as lanterninhas cheias de ostras que ele mesmo aprendeu a cultivar. Outro sonho de Ademir também se tornaria realidade dali a poucos dias. Ele sairia pela primeira vez de Florianópolis com destino à cidade de La Rochele, na França. Ademir, um autêntico manezinho da ilha (gente boa, no jargão dos florianopolitanos), foi o maricultor escolhido para representar a categoria num intercâmbio técnico entre as prefeituras de Florianópolis e de La Rochele, região historicamente beneficiada pelo cultivo de ostras. "Quero aprender como eles fazem, mas também ensinar o que fazemos aqui, pois sei que não estamos muito atrás", diz.
Ele é um entre os quase 700 pescadores e maricultores de Florianópolis que participam do projeto Desenvolvimento Sustentável da Maricultura, mantido pela prefeitura da cidade, uma alternativa de renda para quem já não conseguia mais se sustentar com a pesca. "Mudamos o conceito da atividade. De extrativista, o pescador passou a ser um produtor do mar", afirma o engenheiro agrônomo Domingos Sávio Zancanaro, coordenador do projeto.
No último ano, a produção de ostras na região foi de quase 1,3 milhão de dúzias. O suficiente para impulsionar o turismo e fazer surgir charmosos restaurantes em Ribeirão da Ilha e em Santo Antônio de Lisboa, baías da Ilha de Florianópolis e com raízes na cultura açoriana. Os resultados mostram que a união faz a força. A Universidade Federal de Santa Catarina direcionou esforços para a pesquisa em aqüicultura e tornou-se fornecedora das chamadas sementes de ostra. O governo municipal criou um eficiente fundo de financiamento e o governo de Santa Catarina prestou assessoria técnica e logística. Pescadores e maricultores retalharam espaços nas águas da baía para o cultivo e se organizaram em cooperativa: tornaram-se empreendedores. Mudaram de vida. O feito é comemorado anualmente durante o Festival Nacional da Ostra e da Cultura Açoriana que, em outubro, entra na sua quinta edição.
Todos os dias, Ademir sobe numa pequena balsa para observar o desenvolvimento das ostras, separar as pequenas, recolher aquelas que estão adultas, repor sementinhas. Ao levantar do mar uma dessas lanternas, como se vê na foto, ele aponta para pequenos bichos, caranguejos e camarõezinhos que pulam fora. Atraída pelo ecossistema formado pelas lanternas, essa fauna voltou freqüentar a baía. "É o alimento dos animais maiores e, se estão aqui, é porque o peixe também está por perto", afirma ele, coberto de razão.